"Estabilidade estratégica". China confirma visita de Xi Jinping aos EUA esta semana

"Estabilidade estratégica". China confirma visita de Xi Jinping aos EUA esta semana

Este será o segundo encontro entre os líderes das duas principais potências económicas mundiais este ano, depois de, em maio, Trump ter realizado uma visita a Pequim.

Joana Raposo Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Kenny Holston - Reuters

O presidente chinês, Xi Jinping, vai deslocar-se aos Estados Unidos numa visita de Estado entre quarta e sexta-feira desta semana, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

“A convite do presidente dos Estados Unidos da América, Donald J. Trump, o presidente Xi Jinping vai realizar uma visita de Estado aos Estados Unidos de 23 a 25 de setembro”, lê-se num comunicado.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros avançou entretanto que o presidente Xi Jinping irá trabalhar em prol da "estabilidade estratégica" durante o encontro com o seu homólogo norte-americano.

"A China está disposta a colaborar com os Estados Unidos para enriquecer o conteúdo da relação construtiva de estabilidade estratégica entre os dois países, reforçar o diálogo e a cooperação, gerir adequadamente as divergências, melhorar continuamente o bem-estar dos dois povos e promover a paz, a estabilidade e a prosperidade mundiais", afirmou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, em conferência de imprensa esta segunda-feira.

Segundo a agenda anunciada por Washington, Xi chegará na quarta-feira aos Estados Unidos e será recebido no dia seguinte, juntamente com a mulher, Peng Liyuan, por Trump e pela primeira-dama, Melania Trump, na Casa Branca. Estão previstas uma cerimónia de boas-vindas, uma reunião entre os dois presidentes e um jantar de Estado.

As conversações desta semana acontecem numa altura de desacordo entre os dois presidentes sobre diversos temas, nomeadamente Inteligência Artificial, comércio e direitos aduaneiros, conflitos no Irão e na Ucrânia ou a soberania de Taiwan.

Xi e Trump alcançaram em outubro de 2025 uma trégua na guerra comercial, após meses de tensão devido aos direitos aduaneiros. Essa trégua foi reforçada durante o encontro de maio em Pequim, mas irá expirar a 10 de novembro.

No âmbito desse acordo, Washington e Pequim suspenderam parte das tarifas e restrições adotadas durante meses de escalada, incluindo alguns controlos chineses sobre as exportações de terras raras.

As exportações chinesas para os Estados Unidos registaram um aumento de 34,4 por cento em termos homólogos em agosto, de acordo com as autoridades aduaneiras chinesas.

c/ agências
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